O que é hidrocefalia e como se trata?

 

 Hidrocefalia é a dilatação das cavidades cerebrais ( ventrículos cerebrais ). Se manifesta pelo aumento do perímetro cefálico, fontanela "moleira" tensa e hipertensão intracraniana. Pode ter várias etiologias, podendo ser congênita ou adquirida. O tratamento é feito através da colocação de uma derivação ventrículo-peritoneal ( válvula ) ou pela realização da neurocirurgia endoscópica , evitando-se com este procedimento, a colocação da válvula. 

O que seria craniossinostose ou cranioestenose?

 

Este termo se refere à situação onde ocorre a fusão prematura de uma ou mais linhas cartilaginosas de união entre os ossos do crânio de uma criança . Quando isto acontece, ocorre o desenvolvimento assimétrico do crânio, gerando uma configuração peculiar à cada linha cartilaginosa de união que se encontra fechada. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado de forma precoce, preferencialmente entre três e seis meses de idade. 

Quais os tumores encefálicos mais frequentes em crianças ?

 

São os tumores que envolvem o cerebelo, sendo os mais freqüentes o astrocitoma , meduloblastoma e o ependimoma. Geralmente se manifestam através da síndrome de hipertensão intra-craniana ( cefaléia, vômitos e edema de papila óptica ) e desequilíbrio, observa-se o desenvolvimento da hidrocefalia obstrutiva.Outros tumores freqüentes são os que envolvem o eixo hipotálamo-hipofisário, como o craniofaringeoma. O tratamento é sempre cirúrgico. 

O que é mielomeningocele?

 

É a criança que nasce com um defeito de fechamento da pele, geralmente na região lombar ou lombo-sacra.É uma doença que envolve primariamente o sistema nervoso, especificamente a medula espinhal. Se caracteriza pelo não fechamento do tubo neural fazendo com que a medula e as raízes nervosas permaneçam expostas, geralmente na porção inferior da coluna vertebral.O diagnóstico, na maioria das vezes , é prenatal, feito pela ultrassonografia. Após o parto, existe a necessidade de uma intervenção cirúrgica onde é realizada a reconstrução microcirúrgica da medula e o fechamento da pele.Pode ocorrer a associação de hidrocefalia, sendo necessária a colocação de uma derivação ventricular através de uma válvula. 

O que é síndrome da medula ancorada ou medula presa?

 

É uma situação que se caracteriza pela localização da porção distal da medula espinhal, abaixo do nível normal de terminação, que seria entre a primeira e segunda vértebra lombar. Pode ser conseqüente à mielomeningocele, lipomas medulares (lipomielomeningocele), diastematomielia, filamento terminal lipomatoso, tumores epidermóides, seio dérmico e outras. Nesta síndrome a medula encontra-se aderida a estruturas patológicas que impedem a "subida" da medula durante o crescimento da criança, conduzindo ao estiramento crônico da medula espinhal e raízes nervosas.A criança pode apresentar sinais e sintomas neurológicos, urológicos e ortopédicos. O tratamento na maioria das vezes é cirúrgico. 

Como os tumores cerebrais podem se apresentar?

 

Os tumores do sistema nervoso central são extremamente frequentes na infância, constituindo o tumor sólido mais encontrado na população pediátrica. Eles podem estar localizados no cerebelo, nos hemisférios cerebrais, no tronco cerebral, no interior dos ventrículos cerebrais, em algumas glândulas como a Pineal e a Hipófise, no hipotálamo, meninges, etc.Estes tumores podem se manifestar clinicamente de diversas maneiras ou também fazerem parte de um "achado" radiológico. Clinicamente podem se expressar através de sinais e sintomas de hipertensão intracraniana, (náuseas, vômitos, cefaléia e alterações vistas no fundo de olho "edema de papila óptica"). Crise convulsiva também pode fazer parte deste cortejo clínico, principalmente em casos de tumores próximos da superfície cerebral (córtex cerebral).Os tumores localizados no cerebelo costumam obstruir a circulação do líquor, causando hidrocefalia (dilatação das cavidades cerebrais) o que se manifesta através de cefaléia, vômitos e evidentes alterações do equilíbrio.No caso dos tumores localizados na glândula hipófise ou na região hipotalâmica (eixo hipotálamo-hipofisário), como por exemplo, no caso dos craniofaringiomas,podemos presenciar evidentes sinais e sintomas de disfunção hormonal, podendo ou não estarem associadas a alterações do campo visual. 

Para que serve a Neuroendoscopia?

 

Trata-se de um procedimento cirúrgico, introduzido no Brasil no início da década de 90. Sua grande aplicação tem sido para o tratamento da hidrocefalia, evitando-se então a colocação da válvula ventrículo-peritoneal. A neuroendoscopia só deve ser utilizada no tratamento da hidrocefalia obstrutiva, ou também conhecida como não comunicante, portanto não é um método para ser usado em todos os tipos de hidrocefalia. A rigorosa seleção do paciente torna-se de fundamental importância para o sucesso da cirurgia.A neuroendoscopia tem sido usada para o tratamento de alguns tumores que tem a sua localização dentro do sistema ventricular e tumores hipofisários. Este procedimento pode também ser realizado para alguns tipos de cistos aracnoideos, especialmente os supra-selares 

Quais as formas de tratamento do cisto Aracnoideo ?

 

Entende-se por cisto aracnoideo, uma formação cística intracraniana, com líquido em seu interior, e que tem suas paredes formadas pela membrana aracnoidea. Na grande maioria das vezes estes cistos são congênitos, já nascendo com a criança. Eles podem variar em tamanho e localização e isto irá definir se precisarão de tratamento ou se podem ser apenas acompanhados clinicamente, sem a necessidade de intervenção cirúrgica. Caso estejam causando algum sintoma clínico, poderão ser tratados de três maneiras: com a colocação de uma válvula (válvula cistoperitoneal), através de uma fenestração microcirúrgica ou até mesmo com a neuroendoscopia. Para decidirmos a melhor maneira de tratá-lo devemos fazer uma criteriosa avaliação das imagens radiológicas através de uma ressonância magnética do crânio. 

Para que serve a Rizotomia?

 

Na Neurocirurgia Pediátrica a Rizotomia é uma cirurgia realizada na linha média, sobre a coluna lombo-sacra. Este procedimento consiste em se realizar secções de algumas raízes sensitivas previamente selecionadas, que estão envolvidas no desenvolvimento da espasticidade nos membros inferiores.